Graças a Deus — que existe e, lá de cima, tá vendo tudo. Batalho ferozmente a minha paz.
(Carta a Luiz Arthur Nunes. Sampa, acho que 25 ou + ou - isso/junho-84)
Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
Não, não, não quero hora
Pra voltar, não
Conheço bem a solidão
Me solta!
E deixa a sorte me buscar
Não, não, não tenho hora
Pra voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta
Mas deixa a noite terminar…



